Face ao Ano Santo de 2010, milhares de peregrinos se dirigirão à Santiago de Compostela em 2010.
Um planejamento adequado poderá ajudar muito na sua jornada nesse ano.
Por esse motivo gostaria de compartilhar algumas informações que espero serem uteis para voce.
1. O ano de 2010 já começou com crescimento acentuado de peregrinos. Em fevereiro 1.630 peregrinos receberam a Compostela, contra 681 em 2009 (www.jacobeo.net).
2. Se em determinados meses (julho, agosto) dos anos anteriores os peregrinos enfrentaram dificuldades em se alojar nos albergues, considere maior essa possbilidade neste ano.
3. Albergues privados são uma opção para aqueles que desejam evitar supresas desagradaveis como falta de acomodação. Leve a lista desses albergues que aceitam reservas. http://www.redalberguessantiago.com/ . Esses albergues so diferenciam dos publicos e dos paroquiais no que diz respeito a obrigacoes como pagar impostos e seguirem regras legais de segurança. São mantidas por associações, hospitaleiros voluntarios.
4. A Provincia de Castilla y Leon colocou a disposição o telefone 900 222 000 (gratuito) para auxiliar e informar o peregrino, que estejam na região, sobre segurança, alimentação e enfermidades.
5. Os brasileiros partem na maioria de Saint Jean Pied de Port e tem como primeiro ponto de parada Roncesvalles. Nesse local, muitos espanhóis começam o seu caminho. Dependendo da época é grande a chance de não se encontrar mais vagas no albergue. Avalie essa situação de risco com o hospitaleiro em Saint Jean. Aliás, os hospitaleiros são os nossos "anjos" na caminhada. Eles nos informam sobre as condições do tempo, fluxo de peregrinos. Converse sempre com eles.
6. Considere a possibilidade e o risco de ter que se alojar de forma precária em alguma parada.
sexta-feira, 12 de março de 2010
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Daniela de Brasília - Uma peregrina a mil por hora e um depoimento com mais de um milhão de emoções
Daniela é uma peregrina especial e por esse motivo estou postando, mais abaixo, o seu depoimento sobre a sua experiência no Caminho de Santiago
Os nossos caminhos se cruzaram por quatro vezes:
A primeira vez, ao acaso. Logo após Pallas de Rey estava observando um pequeno e aconchegante albergue à beira da via, quando surge uma peregrina, literalmente carregando a mochila em seus braços. Ouvindo a conversa do nosso grupo ela identificou que somos brasileiros e assim se apresentou. A alça de sua mochila havia se rompido. Ela disse estar procurando por um táxi para levá-la à cidade mais próxima e consertá-la. Em uma breve conversa ela disse que já tinha feito o Caminho do Sol e que estava se comunicando periodicamente com o Artur, um dos "anjos" desse caminho, narrando a sua experiência. Eu participo do grupo,mas tinha desativado o recebimento durante o caminho e desconhecia essa sua narrativa.
Ela fica no albergue e sigo com o grupo para Melide.
Nessa cidade, estavamos descansando em um bar quando ela cruza por nós, apressada, dizendo que precisava encontrar alguma loja ou oficina de reparo para a mochila.
A terceira vez, já em Santiago. Estavamos todos já devidamente acomodados e passeando pela cidade quando surge ela dizendo que a cidade estava lotada e que não conseguira achar acomodação. Carlos a conduz para uma pensão e a acomoda.
A quarta vez foi quando fui a Finisterre, dessa vez mais como turista do que peregrino. Dei uma carona a ela e ao Wolfgang. Foi uma viagem muito boa. O ritual dela se desfazendo de alguns bens em cima das rochas me brindaram com fotos belissimas.
Wolfgang, eu e Daniela dividindo o nosso lanche: Cerejas
Os nossos caminhos se cruzaram por quatro vezes:
A primeira vez, ao acaso. Logo após Pallas de Rey estava observando um pequeno e aconchegante albergue à beira da via, quando surge uma peregrina, literalmente carregando a mochila em seus braços. Ouvindo a conversa do nosso grupo ela identificou que somos brasileiros e assim se apresentou. A alça de sua mochila havia se rompido. Ela disse estar procurando por um táxi para levá-la à cidade mais próxima e consertá-la. Em uma breve conversa ela disse que já tinha feito o Caminho do Sol e que estava se comunicando periodicamente com o Artur, um dos "anjos" desse caminho, narrando a sua experiência. Eu participo do grupo,mas tinha desativado o recebimento durante o caminho e desconhecia essa sua narrativa.
Ela fica no albergue e sigo com o grupo para Melide.
Nessa cidade, estavamos descansando em um bar quando ela cruza por nós, apressada, dizendo que precisava encontrar alguma loja ou oficina de reparo para a mochila.
A terceira vez, já em Santiago. Estavamos todos já devidamente acomodados e passeando pela cidade quando surge ela dizendo que a cidade estava lotada e que não conseguira achar acomodação. Carlos a conduz para uma pensão e a acomoda.
A quarta vez foi quando fui a Finisterre, dessa vez mais como turista do que peregrino. Dei uma carona a ela e ao Wolfgang. Foi uma viagem muito boa. O ritual dela se desfazendo de alguns bens em cima das rochas me brindaram com fotos belissimas.
Segue o depoimento de Daniela:
" Falar do Caminho de Santiago tira boa parte do encanto que é vivê-lo.
" Falar do Caminho de Santiago tira boa parte do encanto que é vivê-lo.
Mas... todas as pessoas me perguntam o que mudou na minha vida depois do Caminho de Santiago e, porque não dizer, depois do Caminho do Sol, que foi o início disso tudo.
Bem, caminhar é muito bom pra saúde; eu mesma não caminho todos os dias, mas caminhar por paisagens belas e desconhecidas, carregando a "casa" nas costas, como um caramujo, conhecendo pessoas e culturas diferentes, é transformador. ISSO! A única palavra que pode chegar mais perto da realidade: transformação.
Todas as pessoas deveriam uma vez na vida viver esta experiência, mesmo que o objetivo seja apenas fazer turismo.
Porque "vivendo" o Caminho, as metas também se transformam...
Conheci o Caminho de Santiago, como muitas outras pessoas, pelo livro do Paulo Coelho. Depois de passar cinco anos lendo livros e navegando na Internet, pensei que já sabia o suficiente para ir pra Espanha e percorrê-lo. Mas sempre adiei esse sonho.... Então, veio uma crise de pânico, conseqüência de muitos anos guardando coisas na "minha mochila interna". O suicídio da minha mãe, o suicídio de um irmão, que considerava meu filho, a morte trágica de um outro irmão, e assim vai. Uma tia, amiga e segunda mãe, sugeriu e patrocinou uma viagem que eu deveria escolher. Escolhi o Caminho do Sol,pensando: "_ Se eu conseguir percorrer o Caminho do Sol um dia vou conseguir percorrer o Caminho de Santiago". Saí de casa!
Estabeleci logo no início que queria percorrer o Caminho do Sol e vencer meus "medos", era somente isso que eu tinha na cabeça. Tanto que saí de casa com uma frase na mochila: "que a força do medo que tenho não me impeça de viver o que anseio".
Logo no primeiro dia, ainda na cidade de São Paulo, já me sentia outra pessoa com energia renovada: "_ Sair de casa é bom, eu tinha me esquecido disso".
A vivência do Caminho do Sol foi tão intensa que quando voltei pra Brasília, vendi tudo o que tinha, fiz duas tatuagens, cortei o cabelo bem curtinho, pedi licença do trabalho e fui pra Juiz de Fora, passar "um tempo". Queria mais e mais transformações. Estava aberta para o novo. E "viver" voltou a ser uma experiência maravilhosa.
Depois de seis meses, voltei para a vida "normal". Trabalho e casa! Mas agora, tinha dentro de mim uma "força" que me dava a certeza de que nada impediria a realização de sonhos.
Dois anos depois estou aqui, tentando encontrar palavras para contar a experiência de percorrer o Caminho de Santiago de Compostela, na Espanha...
O que vou dizer, todas as pessoas que já percorreram o caminho já disseram, não é novidade pra ninguém. Lamento não ter palavras belas e diferentes para surpreender... Mas lá também aprendi que as coisas mais simples, também podem ser interessantes...
Percorrer o Caminho de Santiago é voltar a ter a consciência do que é viver. Cada passo no Caminho, representa um passo na nossa vida. Cada dificuldade que temos que enfrentar, representa nossos problemas na vida. A vivência com outras pessoas de diferentes culturas, nos faz reaprender sobre respeito. O que carregamos na nossa mochila é o que precisamos para viver, assim podemos reavaliar nosso consumismo. A mochila também é nosso coração, quanto mais sentimentos mesquinhos, mais pesada fica, quanto mais amor, mais leve. O caminho é um sobe e desce danado e assim também é a nossa vida, cheia de altos e baixos.
O caminho é cheio de paisagens exuberantes, basta estabelecer o ritmo de caminhada, dar umas paradinhas e observar! Assim também é nossa vida, cheia de coisas interessantes, mas estabelecemos um ritmo tão intenso, que nem percebemos. A língua que se fala durante todo o percurso é universal. O coração fala e todos se entendem! O corpo se adapta ao novo, no início reclama um pouco, mas as poucos também se transforma. E assim somos nós resistentes a mudança. Os pensamentos voam, como beija-flores, uma hora pra trás, no passado, outra hora pra frente, no futuro, mas dar um passo após o outro, nos faz pensar e viver o presente. Assim deveríamos fazer sempre. Pensar no passado?! Sim, porque não, afinal, somos o que somos por causa dele.
Pensar no futuro?! Sim, porque não, afinal temos que plantar hoje para colher amanhã. Mas acima de tudo, viver o presente, ou nem teremos um futuro. Às vezes nos deparamos com uma dificuldade, o zíper da mochila arrebenta, por exemplo, mas aí aparece alguém com vários alfinetes e sua mochila fica toda enfeitada com objetos do amor incondicional. Às vezes a gente chega cansado no albergue, não tem nem vontade de levantar da cama, aí aparece alguém, senta na "beirinha" da sua cama e começa a fazer massagens nos seus pés, com um sorriso no rosto e você se rende! Às vezes, você vê alguém chorando e dá uma vontade danada de dar um abraço, e a gente vai lá e faz, e as lágrimas também se transformam, e viram sorrisos. Ah! Lá no Caminho, encontramos muito senhores e senhoras da melhor idade, todos muito sorridentes, com olhos cheios de "experiência" e que ao nos encontrar desejam um simples e singelo "buen camino" que nos enche de ânimo para continuar seguindo as setas amarelas. As setas amarelas...
Não posso deixar de falar delas. Estão por toda parte! Árvores, postes, chão, paredes, pedras, temos que prestar bastante atenção, uma seta perdida pode significar quilômetros percorridos em vão e ter que voltar atrás, não é muito agradável. Às vezes apontam dois caminhos e temos que decidir qual a melhor opção. Assim também é a vida...
Quando voltamos do Caminho de Santiago, sentimos falta das setas amarelas no nosso dia-a-dia, mas as setas estão lá, nem sempre são amarelas, nem sempre no lugar que desejamos, nem sempre indicando o caminho que gostaríamos de seguir, mas elas estão lá.
Bem, eu sei que não falei tudo o que vivi neste Caminho, mas eu também não tinha essa intenção, queria apenas tentar passar pra você, sensações. Espero que ao ler estas palavras você tenha sentido sensações diferentes. Porque assim também é o Caminho, cheio de sensações, assim também é a vida...
O que ficou?! Ah! Fica difícil dizer, porque já se transformou...
Beijos
DANIELA "
domingo, 14 de setembro de 2008
Referências e arquivos para o caminho de Santiago
Informacoes adicionais para o Ano Santo (2010)
Este blog foi criado inicialmente para compartilhar a minha experiência com todos aqueles que tinham ou têm curiosidade sobre o Caminho de Santiago. Ele seria eliminado tão logo deixasse de ter acessos.
Passados 18 meses de sua publicação, ele ainda tem tido acessos frequentes, o que me motiva a compartilhar novas informações que obtive com amigos e outros peregrinos.
Além disso resolvi fazer o Caminho Português, aproveitando a minha ida ao "Velho Continente" e que deverá trazer mais informações para o futuro próximo.
Desse modo esta pagina terá novas inserções ou atualizações a medida que surgirem.
Nelson - 12 março de 2010
Esta página contém links de páginas e arquivos que podem ser úteis aos peregrinos que planejam realizar o Caminho de Santiago.
Ela não tem a pretensão de ser definitiva e nem completa. Apenas busca compartilhar as informações que possam agregar valor ao seu plano.
Caso queiram sugerir novos links, inserção de arquivos, encaminhar críticas ou sugestões comuniquem-se pelo meu email : n.segoshi@ieee.org
Links de interesse:
1. Sites com informações sobre o Caminho de Santiago (história, dicas, grupos de discussão, caminhadas preparatórias, mapas, etc.)
Site de Acácio e Orietta- Sempre com informações atualizadas sobre o Caminho de Santiago (essencial para os brasileiros que planejam fazer o Caminho)
Associação de Confrades e Amigos do Caminho de Santiago de Compostela-São Paulo-Brasil.
Associação Brasileira dos Amigos do Caminho de Santiago
Oficina de Turismo de España em São Paulo - Informações turisticas e material sobre o Caminho de Santiago.
Blog do peregrino Wolfgang Ihman (em alemão e trechos em português). Relato de sua experiência e fotos. Esse peregrino saiu da Alemanha com um amigo que cancelou a peregrinação por ter fraturado a perna. Seguiu só, mas certamente fez muitos novos amigos no caminho (eu incluso).
Site do Naka Peregrino: o que me inspirou a percorrer o Caminho de Santiago. Dicas de caminhadas e atividades que objetivam a qualidade de vida.
Portal do peregrino
Portal do peregrino do Arcebispado de Santiago de Compostela. Informações para peregrinos e estatísticas (espanhol, inglês, italiano, alemão e francês)
O Caminho de Santiago de Compostela ( Guy Veloso)
Mundicamino (espanhol). Vale a pena pois tem relação de albergues, mapas, altimetria e detalhes de todos os trechos).
Red de Albergues Privados del Camino de Santiago (espanhol). Possui a lista de albergues privados no Caminho de Santiago. São ótimas opções. Vários deles operam por doações.
A literatura odepórica e a peregrinação jacobea : um estudo sobre a espiritualidade nos relatos dos peregrinos brasileiros no Caminho de Santiago.(português). Uma excelente dissertação de mestrado da PUC SP de autoria de Paulo Cesar Giordano Nogueira. Apresenta a história da rede de caminhos que a compôem e a espiritualidade dos peregrinos que fazem do Caminho algo que transcende a religiosidade.
2. Planilha, mapas e guias que utilizei no Caminho
Obs.: Algumas pessoas tem tido dificuldade em baixar os documentos. Não hesite em me enviar um email, caso isso ocorra com você.
a. Planilha com plano original (baixe e ajuste ao seu plano). Os comentários são opiniões pessoais de amigos e estão inseridos em um contexto temporal e espacial. Lembre-se que o Caminho muda a cada dia. (Necessário Excel).
b. Mapas com os trechos
Esses mapas, em formato PDF, contém 3 etapas em cada arquivo. Eles podem ser impressos em frente e verso, de modo a compor, com 11 folhas, o mapa completo do Caminho. Eu as imprimi em branco e preto sem perda de qualidade e as usei por todo o Caminho. As etapas não representam os dias da minha planilha do item a. Procurei ajustar às sugestões que recebi dos amigos e que foram muito boas.
. Trechos 1 a 3 - Saint Jean Pied Du Port a Pamplona
. Trechos 4 a 6 - Pamplona a Los Arcos
. Trechos 7 a 9 - Los Arcos a Nájera
. Trechos 10 a 12 - Nájera a San Juan de Ortega
. Trechos 13 a 15 - San Juan de Ortega a Frómista
. Trechos 16 a 18 - Frómista a El Burgo Raneros
. Trechos 19 a 21 - El Burgo Raneros a Villadangos Del Páramo
. Trechos 22 a 24 - Villadangos Del Páramo a Ponferrada
. Trechos 25 a 27 - Ponferrada a Sarria
. Trechos 28 a 30 - Sarria a Arzua
. Trecho 31 - Arzua a Santiago, convenções de sinais e referência
Este blog foi criado inicialmente para compartilhar a minha experiência com todos aqueles que tinham ou têm curiosidade sobre o Caminho de Santiago. Ele seria eliminado tão logo deixasse de ter acessos.
Passados 18 meses de sua publicação, ele ainda tem tido acessos frequentes, o que me motiva a compartilhar novas informações que obtive com amigos e outros peregrinos.
Além disso resolvi fazer o Caminho Português, aproveitando a minha ida ao "Velho Continente" e que deverá trazer mais informações para o futuro próximo.
Desse modo esta pagina terá novas inserções ou atualizações a medida que surgirem.
Nelson - 12 março de 2010
Esta página contém links de páginas e arquivos que podem ser úteis aos peregrinos que planejam realizar o Caminho de Santiago.
Ela não tem a pretensão de ser definitiva e nem completa. Apenas busca compartilhar as informações que possam agregar valor ao seu plano.
Caso queiram sugerir novos links, inserção de arquivos, encaminhar críticas ou sugestões comuniquem-se pelo meu email : n.segoshi@ieee.org
Links de interesse:
1. Sites com informações sobre o Caminho de Santiago (história, dicas, grupos de discussão, caminhadas preparatórias, mapas, etc.)
Site de Acácio e Orietta- Sempre com informações atualizadas sobre o Caminho de Santiago (essencial para os brasileiros que planejam fazer o Caminho)
Associação de Confrades e Amigos do Caminho de Santiago de Compostela-São Paulo-Brasil.
Associação Brasileira dos Amigos do Caminho de Santiago
Oficina de Turismo de España em São Paulo - Informações turisticas e material sobre o Caminho de Santiago.
Blog do peregrino Wolfgang Ihman (em alemão e trechos em português). Relato de sua experiência e fotos. Esse peregrino saiu da Alemanha com um amigo que cancelou a peregrinação por ter fraturado a perna. Seguiu só, mas certamente fez muitos novos amigos no caminho (eu incluso).
Site do Naka Peregrino: o que me inspirou a percorrer o Caminho de Santiago. Dicas de caminhadas e atividades que objetivam a qualidade de vida.
Portal do peregrino
Portal do peregrino do Arcebispado de Santiago de Compostela. Informações para peregrinos e estatísticas (espanhol, inglês, italiano, alemão e francês)
O Caminho de Santiago de Compostela ( Guy Veloso)
Mundicamino (espanhol). Vale a pena pois tem relação de albergues, mapas, altimetria e detalhes de todos os trechos).
Red de Albergues Privados del Camino de Santiago (espanhol). Possui a lista de albergues privados no Caminho de Santiago. São ótimas opções. Vários deles operam por doações.
A literatura odepórica e a peregrinação jacobea : um estudo sobre a espiritualidade nos relatos dos peregrinos brasileiros no Caminho de Santiago.(português). Uma excelente dissertação de mestrado da PUC SP de autoria de Paulo Cesar Giordano Nogueira. Apresenta a história da rede de caminhos que a compôem e a espiritualidade dos peregrinos que fazem do Caminho algo que transcende a religiosidade.
Obs.: Algumas pessoas tem tido dificuldade em baixar os documentos. Não hesite em me enviar um email, caso isso ocorra com você.
a. Planilha com plano original (baixe e ajuste ao seu plano). Os comentários são opiniões pessoais de amigos e estão inseridos em um contexto temporal e espacial. Lembre-se que o Caminho muda a cada dia. (Necessário Excel).
b. Mapas com os trechos
Esses mapas, em formato PDF, contém 3 etapas em cada arquivo. Eles podem ser impressos em frente e verso, de modo a compor, com 11 folhas, o mapa completo do Caminho. Eu as imprimi em branco e preto sem perda de qualidade e as usei por todo o Caminho. As etapas não representam os dias da minha planilha do item a. Procurei ajustar às sugestões que recebi dos amigos e que foram muito boas.
. Trechos 1 a 3 - Saint Jean Pied Du Port a Pamplona
. Trechos 4 a 6 - Pamplona a Los Arcos
. Trechos 7 a 9 - Los Arcos a Nájera
. Trechos 10 a 12 - Nájera a San Juan de Ortega
. Trechos 13 a 15 - San Juan de Ortega a Frómista
. Trechos 16 a 18 - Frómista a El Burgo Raneros
. Trechos 19 a 21 - El Burgo Raneros a Villadangos Del Páramo
. Trechos 22 a 24 - Villadangos Del Páramo a Ponferrada
. Trechos 25 a 27 - Ponferrada a Sarria
. Trechos 28 a 30 - Sarria a Arzua
. Trecho 31 - Arzua a Santiago, convenções de sinais e referência
21 de Junho Santiago de Compostela - Comecei o Caminho com as frases e finalizei encontrando-me com o seu autor
A noite foi tranquila, mas a ansiedade da proximidade de Santiago toma conta de todos.
Acordamos às 5h e podemos observar que uma neblina ainda cobre a cidade. Saímos às 6h na escuridão.
Subimos pela rodovia até entrarmos à direita seguindo as setas amarelas pelo último dia.
Chegamos à entrada de um bosque onde uma bifurcação fez com que um casal de jovens ficassem parados, pois a neblina e a escuridão não permitem visualizar nenhum indicador do Caminho.
Luiz Antonio observa e nos indica o caminho, seguimos todos em frente e o casal atrás de nós.
Procuro por sinais por cerca de 10 minutos, quando surge o primeiro. Que alívio!
Começa a clarear e logo o sol começa a surgir dissipando lentamente a neblina e trazendo o prenúncio de um bom dia. O dia de nossa chegada a Santiago de Compostela.
Surgem o sol e as nossas sombras, sempre à nossa frente.
Às 10h chegamos ao Monte de Gozo.
Uma pausa para café, fotos e preparar o espírito para entrar em Santiago de Compostela. Divido em quatro a minha última barra de cereais que trouxe do Brasil.
Luiz Antonio diz que devemos entrar cantando na cidade. Não surge nenhuma idéia. Ele começa a recitar versos de Bochincho de Noel Guarany e depois ouvimos música de seu iPhone. É um peregrino hospitaleiro "high tech".
Descemos por uma via com Santiago à nossa frente. A sensação é de euforia e de tristeza por esse fim anunciado.
Entramos na Praça do Obradoiro, Luiz Antonio pede para que Luiz Alberto e eu sigamos à frente, pois ele e Carlos já tinham tido essa privilégio. A emoção é grande, o momento é único, a grandiosidade da catedral, peregrinos chegando, os turistas.
Reencontro o René e nos abraçamos, logo depois encontro com o Wolfgang. Mais um abraço. Era como se reencontrássemos um grande amigo após muito tempo.
Seguimos para o Escritório do Peregrino para obter a Compostela e assistirmos a missa às 12h.
A catedral está lotada, a maioria composta de turistas. A missa emociona. O padre celebra a missa em homenagem a São Luiz Gonzaga. Fui batizado na igreja de São Luiz Gonzaga. Padres que concluíram o caminho naquele dia: um francês, um coreano e um alemão são convidados a auxiliarem. O que quebra o clima mágico é a palavra dada a um general reformado e o sermão nacionalista e conservador do padre.
Começam a preparar o botafumeiro. Flashes e agitação, mas é um alarme falso. Os peregrinos de hoje não estavam cheirando mal.

Na saída reencontramos Wolfgang que nos indica uma pensão (Hospedaje Fonseca) que cai como uma luva para as nossas necessidades. Quarto com quatro camas a uma quadra do Obradoiro. A cidade estava lotada !
Cama com colchão de mola, lençóis impecáveis e toalha! Escolho uma cama e saio para comprar sabonete e Comped para as bolhas. Retorno para um merecido banho.
Saímos em grupo para fazer uma cópia da Compostela e encontramos a Daniella, que está com dificuldades em encontrar acomodações. A nossa pensão está lotada e Carlos a conduz a uma outra próxima à entrada da cidade.
Às 16h30m vamos para a entrada da garagem do Hostal dos Reis Católicos. Um certo exagero, mas garantimos o nosso lugar na fila. Por volta das 18h chega um grupo de estudantes espanhóis e um casal de jovens americanos.
Às 19h o manobrista nos dá uma ficha autorizando a entrada.
Passamos pelas partes sociais internas do hotel até chegarmos à cozinha. Cada um pega uma bandeja e o cozinheiro nos serve um prato de sopa; outro com purê de batatas e filé mignon e a sobremesa. Vinho e água e pão ficam à disposição. Levo o vinho e Luís Alberto a água, depois trazem mais um vinho. Jantar cinco estrelas, delicioso e de graça. Ao término levamos as bandejas de volta e observo o cozinheiro preparando o mesmo prato para ser servido no restaurante. Mesma porção e composição.
Saímos para passear e paramos em um bar para assistirmos ao jogo da eurocopa Rússia X Holanda, tapas e vinhos.
Na manhã seguinte retornamos ao Hostal onde tomamos o café da manhã.
Às 12h saio da pensão e me dirijo ao hotel onde devo aguardar pela minha esposa.
A Yô chega ao hotel por volta das 14h, vamos à Catedral. Faço as vezes de guia. Visitamos a cripta onde se guardam os restos mortais do apóstolo Santiago, abraçamos a imagem do santo e, quando observávamos a sua nave central, encontramos com o autor das frases que foram as minhas companheiras desde o início do Caminho. Paulo Coelho em pessoa!
A última coincidência do Caminho.
Acordamos às 5h e podemos observar que uma neblina ainda cobre a cidade. Saímos às 6h na escuridão.
Subimos pela rodovia até entrarmos à direita seguindo as setas amarelas pelo último dia.
Chegamos à entrada de um bosque onde uma bifurcação fez com que um casal de jovens ficassem parados, pois a neblina e a escuridão não permitem visualizar nenhum indicador do Caminho.
Luiz Antonio observa e nos indica o caminho, seguimos todos em frente e o casal atrás de nós.
Procuro por sinais por cerca de 10 minutos, quando surge o primeiro. Que alívio!
Começa a clarear e logo o sol começa a surgir dissipando lentamente a neblina e trazendo o prenúncio de um bom dia. O dia de nossa chegada a Santiago de Compostela.
Surgem o sol e as nossas sombras, sempre à nossa frente.
Às 10h chegamos ao Monte de Gozo.
Uma pausa para café, fotos e preparar o espírito para entrar em Santiago de Compostela. Divido em quatro a minha última barra de cereais que trouxe do Brasil.
Luiz Antonio diz que devemos entrar cantando na cidade. Não surge nenhuma idéia. Ele começa a recitar versos de Bochincho de Noel Guarany e depois ouvimos música de seu iPhone. É um peregrino hospitaleiro "high tech".
Entramos na Praça do Obradoiro, Luiz Antonio pede para que Luiz Alberto e eu sigamos à frente, pois ele e Carlos já tinham tido essa privilégio. A emoção é grande, o momento é único, a grandiosidade da catedral, peregrinos chegando, os turistas.
Reencontro o René e nos abraçamos, logo depois encontro com o Wolfgang. Mais um abraço. Era como se reencontrássemos um grande amigo após muito tempo.
Seguimos para o Escritório do Peregrino para obter a Compostela e assistirmos a missa às 12h.
A catedral está lotada, a maioria composta de turistas. A missa emociona. O padre celebra a missa em homenagem a São Luiz Gonzaga. Fui batizado na igreja de São Luiz Gonzaga. Padres que concluíram o caminho naquele dia: um francês, um coreano e um alemão são convidados a auxiliarem. O que quebra o clima mágico é a palavra dada a um general reformado e o sermão nacionalista e conservador do padre.
Começam a preparar o botafumeiro. Flashes e agitação, mas é um alarme falso. Os peregrinos de hoje não estavam cheirando mal.
Na saída reencontramos Wolfgang que nos indica uma pensão (Hospedaje Fonseca) que cai como uma luva para as nossas necessidades. Quarto com quatro camas a uma quadra do Obradoiro. A cidade estava lotada !
Cama com colchão de mola, lençóis impecáveis e toalha! Escolho uma cama e saio para comprar sabonete e Comped para as bolhas. Retorno para um merecido banho.
Saímos em grupo para fazer uma cópia da Compostela e encontramos a Daniella, que está com dificuldades em encontrar acomodações. A nossa pensão está lotada e Carlos a conduz a uma outra próxima à entrada da cidade.
Às 16h30m vamos para a entrada da garagem do Hostal dos Reis Católicos. Um certo exagero, mas garantimos o nosso lugar na fila. Por volta das 18h chega um grupo de estudantes espanhóis e um casal de jovens americanos.
Às 19h o manobrista nos dá uma ficha autorizando a entrada.
Passamos pelas partes sociais internas do hotel até chegarmos à cozinha. Cada um pega uma bandeja e o cozinheiro nos serve um prato de sopa; outro com purê de batatas e filé mignon e a sobremesa. Vinho e água e pão ficam à disposição. Levo o vinho e Luís Alberto a água, depois trazem mais um vinho. Jantar cinco estrelas, delicioso e de graça. Ao término levamos as bandejas de volta e observo o cozinheiro preparando o mesmo prato para ser servido no restaurante. Mesma porção e composição.
Saímos para passear e paramos em um bar para assistirmos ao jogo da eurocopa Rússia X Holanda, tapas e vinhos.
Na manhã seguinte retornamos ao Hostal onde tomamos o café da manhã.
Às 12h saio da pensão e me dirijo ao hotel onde devo aguardar pela minha esposa.
A Yô chega ao hotel por volta das 14h, vamos à Catedral. Faço as vezes de guia. Visitamos a cripta onde se guardam os restos mortais do apóstolo Santiago, abraçamos a imagem do santo e, quando observávamos a sua nave central, encontramos com o autor das frases que foram as minhas companheiras desde o início do Caminho. Paulo Coelho em pessoa!
A última coincidência do Caminho.
20 de junho Arca O Pino A última refeição comunitária
Acordo às 5h. Carlos se encontra no refeitório. Logo depois chega o Luiz Antonio. Luiz Alberto dorme ainda. Digo aos demais para seguirem que espero por ele, mas a decisão do grupo foi de sairmos todos juntos.
Luiz Alberto levanta e se apressa para arrumar sua mochila. Explica que tinha ficado fora do albergue, pois o jogo terminara depois das 22h. Conseguiu entrar com a ajuda de uma peregrina que estava acordada no refeitório. Carlos diz que vira um peregrino chegar às 6h e entrar pela janela.
Tomamos café e saímos todos juntos. O tempo está nublado e quente. O caminho repleto de bosques. Continuo com a papete, mas após 20 km surge uma bolha no calcanhar. Luiz Antonio não se sente bem. Deve ter sido o vinho do restaurante. Eu também me sentia como se estivesse com ressaca.
Cruzamos com um austríaco e um mexicano que vinham pelo Caminho do Norte. Dizem que estranharam o albergue lotado em Astorga, pois havia pouca gente no referido caminho. Astorga é o ponto de convergência de diversos caminhos.
Decidimos fazer a última janta de forma comunitária. Carlos se oferece para ser o cozinheiro.
Próximo de Arca O Pino Carlos e Luiz Alberto resolvem colher couve de uma horta particular. Luis Antonio e eu seguimos em frente ignorando que eram nossos amigos. Mais a frente sentamos em uma área e aguardamos pelos dois. Logo chegam com um saco plástico com couve manteiga.
Chegamos à Arca O Pino, fatigados pela jornada. Luiz Antonio pede à hospitaleira uma cama para um "hospitaleiro cansado". Ela abre um novo quarto para que possamos dormir na parte de baixo dos beliches ou em camas individuais como o Carlos e Luiz Antonio conseguiram. O privilégio de estarmos bem acompanhados.

Carlos prepara a lista de compras e vou com o Luiz Alberto às compras (arroz, batata, azeitona, azeite, chorizo, feijão, pão e muito vinho). Assumimos a cozinha às 17h. Ajudamos no preparo dos ingredientes. Carlos assume o comando do fogão enquanto os demais tomam vinho.
Às 18h é servido o jantar: o primeiro prato é um caldo gallego com couve no lugar de repolho; o segundo composto de chorizo, arroz, feijão e pão. Tudo regado de muito vinho é lógico. Foram 3 litros. Durante o jantar elaboramos o nosso plano para comer de graça no Hostal dos Reis Católicos.
Luiz Alberto levanta e se apressa para arrumar sua mochila. Explica que tinha ficado fora do albergue, pois o jogo terminara depois das 22h. Conseguiu entrar com a ajuda de uma peregrina que estava acordada no refeitório. Carlos diz que vira um peregrino chegar às 6h e entrar pela janela.
Tomamos café e saímos todos juntos. O tempo está nublado e quente. O caminho repleto de bosques. Continuo com a papete, mas após 20 km surge uma bolha no calcanhar. Luiz Antonio não se sente bem. Deve ter sido o vinho do restaurante. Eu também me sentia como se estivesse com ressaca.
Cruzamos com um austríaco e um mexicano que vinham pelo Caminho do Norte. Dizem que estranharam o albergue lotado em Astorga, pois havia pouca gente no referido caminho. Astorga é o ponto de convergência de diversos caminhos.
Decidimos fazer a última janta de forma comunitária. Carlos se oferece para ser o cozinheiro.
Próximo de Arca O Pino Carlos e Luiz Alberto resolvem colher couve de uma horta particular. Luis Antonio e eu seguimos em frente ignorando que eram nossos amigos. Mais a frente sentamos em uma área e aguardamos pelos dois. Logo chegam com um saco plástico com couve manteiga.
Chegamos à Arca O Pino, fatigados pela jornada. Luiz Antonio pede à hospitaleira uma cama para um "hospitaleiro cansado". Ela abre um novo quarto para que possamos dormir na parte de baixo dos beliches ou em camas individuais como o Carlos e Luiz Antonio conseguiram. O privilégio de estarmos bem acompanhados.
Carlos prepara a lista de compras e vou com o Luiz Alberto às compras (arroz, batata, azeitona, azeite, chorizo, feijão, pão e muito vinho). Assumimos a cozinha às 17h. Ajudamos no preparo dos ingredientes. Carlos assume o comando do fogão enquanto os demais tomam vinho.
Às 18h é servido o jantar: o primeiro prato é um caldo gallego com couve no lugar de repolho; o segundo composto de chorizo, arroz, feijão e pão. Tudo regado de muito vinho é lógico. Foram 3 litros. Durante o jantar elaboramos o nosso plano para comer de graça no Hostal dos Reis Católicos.
19 de junho Melide Comer pulpo
A jornada nesse dia é longa, 40 km.
Saímos todos juntos. O percurso não apresenta dificuldades, apesar da ameaça da chuva ela não se faz presente. Carlos toma a dianteira e segue em frente.
Em Palas Del Rey paramos para o almoço. Luiz Antonio e eu paramos em uma tienda para as compras. Luiz Alberto segue em frente em um ritmo lento para que o alcancemos depois. Compramos empanadas e refrigerantes. Saímos para encontrar com Luiz Alberto.

Passados quase vinte minutos não conseguindo alcançá-lo resolvemos comer em uma área de descanso à beira da estrada.
Estamos no meio do almoço quando um pássaro pousa próximo e nos fita como se estivesse pedindo comida. Jogo um pedaço da empanada e ele pega com o bico e sai voando. Logo depois retorna, querendo mais.
Terminamos o almoço e saímos para alcançar o Luiz Alberto, o que ocorre, mais de uma hora depois em Coto.
Luiz Antonio discorre sobre a influência da Opus Dei na sociedade espanhola, sobre os templários e maçonaria. Apesar do peso dessa longa jornada, a conversa fez com que a superássemos com tranqüilidade.
Chegamos a Melide e atravessamos a pequena cidade para chegarmos ao albergue, que é muito bom.
Reencontramos com o Carlos que já estava devidamente acomodado.
Saímos mais tarde para tomarmos um chopp na a Sabine, uma alemã, consultora da Delloite. Ela diz que deve ir a Shangai para ficar por um ano e meio em trabalho de auditoria.
Na hora da janta fomos à Pulperia Ezequiel onde comemos o "pulpo a gallega", um pão delicioso e tomamos uma espécie de vinho branco servido em tigelas.
Na volta para o albergue, Luiz Alberto e Carlos decidem assistir à partida entre Portugal e Alemanha. Sigo com o Luiz Antonio para o albergue levando as compras e posterior retorno ao bar.
No retorno ao bar, cruzo com o Carlos que tinha desistido de assistir ao jogo. Decido voltar para descansar.
Saímos todos juntos. O percurso não apresenta dificuldades, apesar da ameaça da chuva ela não se faz presente. Carlos toma a dianteira e segue em frente.
Em Palas Del Rey paramos para o almoço. Luiz Antonio e eu paramos em uma tienda para as compras. Luiz Alberto segue em frente em um ritmo lento para que o alcancemos depois. Compramos empanadas e refrigerantes. Saímos para encontrar com Luiz Alberto.
Passados quase vinte minutos não conseguindo alcançá-lo resolvemos comer em uma área de descanso à beira da estrada.
Estamos no meio do almoço quando um pássaro pousa próximo e nos fita como se estivesse pedindo comida. Jogo um pedaço da empanada e ele pega com o bico e sai voando. Logo depois retorna, querendo mais.
Terminamos o almoço e saímos para alcançar o Luiz Alberto, o que ocorre, mais de uma hora depois em Coto.
Luiz Antonio discorre sobre a influência da Opus Dei na sociedade espanhola, sobre os templários e maçonaria. Apesar do peso dessa longa jornada, a conversa fez com que a superássemos com tranqüilidade.
Chegamos a Melide e atravessamos a pequena cidade para chegarmos ao albergue, que é muito bom.
Reencontramos com o Carlos que já estava devidamente acomodado.
Saímos mais tarde para tomarmos um chopp na a Sabine, uma alemã, consultora da Delloite. Ela diz que deve ir a Shangai para ficar por um ano e meio em trabalho de auditoria.
Na hora da janta fomos à Pulperia Ezequiel onde comemos o "pulpo a gallega", um pão delicioso e tomamos uma espécie de vinho branco servido em tigelas.
Na volta para o albergue, Luiz Alberto e Carlos decidem assistir à partida entre Portugal e Alemanha. Sigo com o Luiz Antonio para o albergue levando as compras e posterior retorno ao bar.
No retorno ao bar, cruzo com o Carlos que tinha desistido de assistir ao jogo. Decido voltar para descansar.
18 de junho Porto Marin Novo grupo e novo plano
Acordo cedo e saio com Carlos e Amélio.
O ritmo deles é muito forte e eu com as bolhas. Deixo-os seguir em frente, arrependido de não ter saído sozinho antes. Cada um tem que fazer o seu caminho. Começo a me concentrar mais na natureza e detalhes do caminho. O meu ritmo está muito lento.

Paloma passa por mim. Desejo-lhe Buen Camino. Logo depois chegam os dois Luizes.
Luiz Alberto é incisivo e manda-me tirar as botas e colocar as papetes. Digo-lhe que o farei no próximo bar e ele replica: "Na próxima pedra!" e segue em frente.
Só então percebo que estou muito lento. Sento na primeira pedra, tiro as botas (que alívio) e ponho as papetes. Penduro as botas na mochila e saio. Os meus passos voltam ao normal. Não sinto as dores. Reencontro com os dois em um bar e partimos juntos.
Esse trecho parece ser mágico os bosques com árvores antigas me remeteram às cenas do filme Labirinto do Fauno e do Harry Porter.
Na entrada da cidade a Margarete, mãe da Paloma, aguarda por ela. Já providenciara a hospedagem para ambas. Luiz Alberto brinca dizendo que as bolhas no Caminho são proporcionais aos nossos pecados.
Luiz Antonio passa a ser o nosso guia. Chegamos ao Albergue Municipal.
Após os procedimentos rotineiros saímos para o almoço: polvo, enguia, lula e cerveja porque está muito quente.
Mais tarde chega um casal que Caminha com sua filha pequena e dois burricos. Observo o cuidado que eles têm com os animais. Já tinha cruzado com eles antes de Villafranca Del Bierzo.
A cidade não oferece muitos atrativos. Jantamos no mesmo restaurante, o Rodrigues.
O ritmo deles é muito forte e eu com as bolhas. Deixo-os seguir em frente, arrependido de não ter saído sozinho antes. Cada um tem que fazer o seu caminho. Começo a me concentrar mais na natureza e detalhes do caminho. O meu ritmo está muito lento.
Paloma passa por mim. Desejo-lhe Buen Camino. Logo depois chegam os dois Luizes.
Luiz Alberto é incisivo e manda-me tirar as botas e colocar as papetes. Digo-lhe que o farei no próximo bar e ele replica: "Na próxima pedra!" e segue em frente.
Só então percebo que estou muito lento. Sento na primeira pedra, tiro as botas (que alívio) e ponho as papetes. Penduro as botas na mochila e saio. Os meus passos voltam ao normal. Não sinto as dores. Reencontro com os dois em um bar e partimos juntos.
Esse trecho parece ser mágico os bosques com árvores antigas me remeteram às cenas do filme Labirinto do Fauno e do Harry Porter.
Na entrada da cidade a Margarete, mãe da Paloma, aguarda por ela. Já providenciara a hospedagem para ambas. Luiz Alberto brinca dizendo que as bolhas no Caminho são proporcionais aos nossos pecados.
Luiz Antonio passa a ser o nosso guia. Chegamos ao Albergue Municipal.
Após os procedimentos rotineiros saímos para o almoço: polvo, enguia, lula e cerveja porque está muito quente.
Mais tarde chega um casal que Caminha com sua filha pequena e dois burricos. Observo o cuidado que eles têm com os animais. Já tinha cruzado com eles antes de Villafranca Del Bierzo.
A cidade não oferece muitos atrativos. Jantamos no mesmo restaurante, o Rodrigues.
17 de junho Sarriá - Um novo grupo se forma
Acordo as 6h30m. Resolvo inverter a rotina e tomar café antes de arrumar a mochila.
Escovo os dentes e vou para a sala. Encontro com a Jina Lee que me oferece chá. Agradeço e digo que de manhã prefiro café puro para acordar.
Procuro pelo saco, com o meu sanduíche e frutas, que tinha deixado na mesa, na noite anterior e não acho. Jina diz que a Luzita poderia tê-lo pegado. Acho difícil. Nos albergues ninguém pega nada dos outros.
Lembro que tenho o sanduíche e as frutas que seriam meu almoço e os transformo no meu café da manhã. Mais tarde uma peregrina traz um saco. Vejo que ele contém uma caixa de suco igual ao que comprara no dia anterior, mas pode ser coincidência.
Tomo o meu novo café e subo para preparar minha mochila. À saída observo que a peregrina partira e deixara o saco na mesa. Abro-o e confirmo que era o meu. Recordo-me que no dia anterior ela tomava o vinho com outros peregrinos. Deve ter levado o meu saco por engano. Pego as frutas e deixo o suco e os bolinhos em cima de um balcão e saio.
O caminho é bom o tempo ajuda. Encontro com grupo de jovens com os quais tenho cruzado já há uns quatro dias. Tiramos fotos em uma fonte do Caminho.
Um grupo de espanhóis pede para tirar foto com algumas montanhas ao fundo, um deles me diz que atrás delas está a Espanha. Espanha? Não estamos nela? Pelo jeito não. Estamos na Galícia !

Chego às 12h30m em Sarriá e opto pelo albergue privado sugerido pela Luzita: Los Blasones. Sou o primeiro e mais uma vez escolho a cama que quero. O chuveiro é muito bom. Possui um quintal amplo com cadeiras para tomar sol e uma boa lavanderia. Tomo banho, lavo as roupas e saio para almoçar. Entro em um bar e peço uma cerveja e um "Pulpo a Gallega". Saio para sentar-me a uma mesa e aviso o dono. Lá fora, enquanto aprecio os prédios e o ir e vir dos peregrinos, uma mulher e uma jovem sentam-se à mesa ao lado. Começam a conversar em português. São a Paloma e sua mãe Margarete, que está com muitas bolhas que a impedem de caminhar. Ela segue de ônibus ou taxi, enquanto a Paloma faz o Caminho.
Elas pedem o menu peregrino ao dono e lhe recordo do meu pedido. A esposa do dono traz o primeiro prato das duas e no segundo pergunto à mulher o que estava ocorrendo com o polvo que pedira. Ela responde "acho que ele foi pescar!" e faz um sinal de que logo virá. Ela traz o polvo e depois de satisfeito retorno ao albergue.
Vou ao quintal para tomar sol e "secar" as minhas bolhas.
Surgem duas pessoas conversando em português. Chego a um deles e digo: "eu não sou coreano. Sou brasileiro. Muito prazer". É o Carlos de Mirandópolis o outro é o Amélio de Criciúma. Carlos diz que há mais dois brasileiros no albergue.
Saímos juntos para fazer as compras em um supermercado. Trazemos pães, chorizos, tomate, azeitonas e vinho, certamente.
Retornamos ao albergue e encontramos os dois Luizes, o Antonio e Alberto de Florianópolis. Eles saem para complementar a nossa janta com mais vinho e salames. Logo depois chega um jovem brasileiro chamado Caué, que passa uma temporada na França, trabalhando como voluntário em fazendas orgânicas.
Após a janta assistimos à partida da Itália 2 x 0 França. A vantagem de uma albergue privado: sem hora para apagar as luzes e dormir. Infelizmento o jogo não foi muito interessante.
Escovo os dentes e vou para a sala. Encontro com a Jina Lee que me oferece chá. Agradeço e digo que de manhã prefiro café puro para acordar.
Procuro pelo saco, com o meu sanduíche e frutas, que tinha deixado na mesa, na noite anterior e não acho. Jina diz que a Luzita poderia tê-lo pegado. Acho difícil. Nos albergues ninguém pega nada dos outros.
Lembro que tenho o sanduíche e as frutas que seriam meu almoço e os transformo no meu café da manhã. Mais tarde uma peregrina traz um saco. Vejo que ele contém uma caixa de suco igual ao que comprara no dia anterior, mas pode ser coincidência.
Tomo o meu novo café e subo para preparar minha mochila. À saída observo que a peregrina partira e deixara o saco na mesa. Abro-o e confirmo que era o meu. Recordo-me que no dia anterior ela tomava o vinho com outros peregrinos. Deve ter levado o meu saco por engano. Pego as frutas e deixo o suco e os bolinhos em cima de um balcão e saio.
O caminho é bom o tempo ajuda. Encontro com grupo de jovens com os quais tenho cruzado já há uns quatro dias. Tiramos fotos em uma fonte do Caminho.
Um grupo de espanhóis pede para tirar foto com algumas montanhas ao fundo, um deles me diz que atrás delas está a Espanha. Espanha? Não estamos nela? Pelo jeito não. Estamos na Galícia !
Chego às 12h30m em Sarriá e opto pelo albergue privado sugerido pela Luzita: Los Blasones. Sou o primeiro e mais uma vez escolho a cama que quero. O chuveiro é muito bom. Possui um quintal amplo com cadeiras para tomar sol e uma boa lavanderia. Tomo banho, lavo as roupas e saio para almoçar. Entro em um bar e peço uma cerveja e um "Pulpo a Gallega". Saio para sentar-me a uma mesa e aviso o dono. Lá fora, enquanto aprecio os prédios e o ir e vir dos peregrinos, uma mulher e uma jovem sentam-se à mesa ao lado. Começam a conversar em português. São a Paloma e sua mãe Margarete, que está com muitas bolhas que a impedem de caminhar. Ela segue de ônibus ou taxi, enquanto a Paloma faz o Caminho.
Elas pedem o menu peregrino ao dono e lhe recordo do meu pedido. A esposa do dono traz o primeiro prato das duas e no segundo pergunto à mulher o que estava ocorrendo com o polvo que pedira. Ela responde "acho que ele foi pescar!" e faz um sinal de que logo virá. Ela traz o polvo e depois de satisfeito retorno ao albergue.
Vou ao quintal para tomar sol e "secar" as minhas bolhas.
Surgem duas pessoas conversando em português. Chego a um deles e digo: "eu não sou coreano. Sou brasileiro. Muito prazer". É o Carlos de Mirandópolis o outro é o Amélio de Criciúma. Carlos diz que há mais dois brasileiros no albergue.
Saímos juntos para fazer as compras em um supermercado. Trazemos pães, chorizos, tomate, azeitonas e vinho, certamente.
Retornamos ao albergue e encontramos os dois Luizes, o Antonio e Alberto de Florianópolis. Eles saem para complementar a nossa janta com mais vinho e salames. Logo depois chega um jovem brasileiro chamado Caué, que passa uma temporada na França, trabalhando como voluntário em fazendas orgânicas.
Após a janta assistimos à partida da Itália 2 x 0 França. A vantagem de uma albergue privado: sem hora para apagar as luzes e dormir. Infelizmento o jogo não foi muito interessante.
16 de junho Triacastela - O plano totalmente desconstruído !
Acordo às 4h30m, pois a minha meta é Sarriá, a 38 km.
Ainda está escuro e chove.
Levo meus apetrechos para o corredor, faço a mochila e vou ao refeitório tomar café.
A chuva continua.
Escuridão, chuva, vento e neblina e alguns peregrinos partindo.
Resolvo aguardar o dia clarear, pois tenho muitas dúvidas e insegurança. Penso no dia anterior. Se tivesse partido só, teria seguido pela terra e não asfalto.
As 6h30m começa a clarear, mas chove e a neblina continua.
Às 6h45m deixo o albergue. Lamento não poder apreciar a famosa paisagem da região, mas procuro imaginá-la sem a neblina.

Pela primeira vez sinto que a bota está se encharcando. O famoso impermeabilizante Gore Tex teria se rendido ao Caminho? Pensando bem até que ela segura bem a água, mas não dá para fazer milagres. Sinto os pés "nadando" dentro delas.
Após uma subida pesada até o Alto do Poio e, antes de entrar no bar, vejo que só a mochila está quase seca. A capa, molhada por dentro, a jaqueta, o agasalho "fleece" por fora e por dentro, por conta do suor, a camiseta e o underwear tudo molhado. Acho que só a cueca se salvou.
Decido que paro em Triacastela. Que plano, que nada! Chego no dia 21 em Santiago, só não sei como. Mas chegarei inteiro e vivo.
Entro no bar e vejo um grupo secando as botas na lareira. Tomo Cola Cao (o equivalente ao nosso Nescau ou Toddy) e café. A Jina Lee chega logo depois. Digo que fico na próxima cidade e ela diz que fará o mesmo.
Despeço-me e saio. O tempo continua implacável.
Já próximo de Triacastela a chuva diminui e para.
Chego ao albergue Aitzenea, em Triacastela. Sou recebido pela Luzita. Até o momento só há duas hóspedes. Luzita me mostra um quarto vazio, onde posso escolher uma boa cama.
Tomo um banho quente muito relaxante. Deixo todas as roupas com Luzita para serem lavadas e secas na máquina.
Desço e ouço música galhega, muito parecida com música portuguesa. Menciono essa "descoberta" à Luzita e ela diz que a Galícia pertencera a Portugal. Concluo, mais uma vez, que preciso conhecer mais a história da região.
Saio para comprar o meu almoço e volto para o albergue. Abro o vinho, monto meu sanduíche e está pronto para ser degustado.
Jina Lee chega e logo depois outros peregrinos. A música clássica envolve o ambiente. Depois chegam finlandeses, dinamarqueses, alemães, mais tarde franceses, etc.. Às 16h albergue está com cerca de 90% de sua capacidade. Todos comentam da chuva.
Deixo o albergue e passeio pela cidade. Chego a uma bifurcação que leva a Samos ou San Xil. O Naka me dera um roteiro para seguir para San Xil e a Mara por Samos. Quando perguntei ao Acacio, qual seria a melhor opção e ele recomendou para ouvir o meu coração e decidir. O meu coração diz para ir pelo mais curto, ou melhor, mais rápido. A dica da Tilara em seu blog me convence ir por San Xil.
Observo os turistas e penso: "Peregrino de verdade anda mancando, mesmo aqueles que começaram há poucos dias. Calçam papetes ou chinelo de dedo com meias. Os outros sempre andam com roupas esportivas e tênis impecáveis."
Janto no restaurante Xacobeo: soupe du pays(sopa de batata com repolho) e boeuf grille au feu de bois (parrilla).
Antes de dormir deixo o café da manhã em um saco, na mesa do refeitório.
Ainda está escuro e chove.
Levo meus apetrechos para o corredor, faço a mochila e vou ao refeitório tomar café.
A chuva continua.
Escuridão, chuva, vento e neblina e alguns peregrinos partindo.
Resolvo aguardar o dia clarear, pois tenho muitas dúvidas e insegurança. Penso no dia anterior. Se tivesse partido só, teria seguido pela terra e não asfalto.
As 6h30m começa a clarear, mas chove e a neblina continua.
Às 6h45m deixo o albergue. Lamento não poder apreciar a famosa paisagem da região, mas procuro imaginá-la sem a neblina.
Pela primeira vez sinto que a bota está se encharcando. O famoso impermeabilizante Gore Tex teria se rendido ao Caminho? Pensando bem até que ela segura bem a água, mas não dá para fazer milagres. Sinto os pés "nadando" dentro delas.
Após uma subida pesada até o Alto do Poio e, antes de entrar no bar, vejo que só a mochila está quase seca. A capa, molhada por dentro, a jaqueta, o agasalho "fleece" por fora e por dentro, por conta do suor, a camiseta e o underwear tudo molhado. Acho que só a cueca se salvou.
Decido que paro em Triacastela. Que plano, que nada! Chego no dia 21 em Santiago, só não sei como. Mas chegarei inteiro e vivo.
Entro no bar e vejo um grupo secando as botas na lareira. Tomo Cola Cao (o equivalente ao nosso Nescau ou Toddy) e café. A Jina Lee chega logo depois. Digo que fico na próxima cidade e ela diz que fará o mesmo.
Despeço-me e saio. O tempo continua implacável.
Já próximo de Triacastela a chuva diminui e para.
Chego ao albergue Aitzenea, em Triacastela. Sou recebido pela Luzita. Até o momento só há duas hóspedes. Luzita me mostra um quarto vazio, onde posso escolher uma boa cama.
Tomo um banho quente muito relaxante. Deixo todas as roupas com Luzita para serem lavadas e secas na máquina.
Desço e ouço música galhega, muito parecida com música portuguesa. Menciono essa "descoberta" à Luzita e ela diz que a Galícia pertencera a Portugal. Concluo, mais uma vez, que preciso conhecer mais a história da região.
Saio para comprar o meu almoço e volto para o albergue. Abro o vinho, monto meu sanduíche e está pronto para ser degustado.
Jina Lee chega e logo depois outros peregrinos. A música clássica envolve o ambiente. Depois chegam finlandeses, dinamarqueses, alemães, mais tarde franceses, etc.. Às 16h albergue está com cerca de 90% de sua capacidade. Todos comentam da chuva.
Deixo o albergue e passeio pela cidade. Chego a uma bifurcação que leva a Samos ou San Xil. O Naka me dera um roteiro para seguir para San Xil e a Mara por Samos. Quando perguntei ao Acacio, qual seria a melhor opção e ele recomendou para ouvir o meu coração e decidir. O meu coração diz para ir pelo mais curto, ou melhor, mais rápido. A dica da Tilara em seu blog me convence ir por San Xil.
Observo os turistas e penso: "Peregrino de verdade anda mancando, mesmo aqueles que começaram há poucos dias. Calçam papetes ou chinelo de dedo com meias. Os outros sempre andam com roupas esportivas e tênis impecáveis."
Janto no restaurante Xacobeo: soupe du pays(sopa de batata com repolho) e boeuf grille au feu de bois (parrilla).
Antes de dormir deixo o café da manhã em um saco, na mesa do refeitório.
sábado, 13 de setembro de 2008
15 de junho O Cebreiro - A subida já era um desafio, mas com chuva a situação ficou pior!
De manhã, ainda no albergue Ave Fênix, um senhor se aproxima e pergunta se sou japonês. Digo-lhe que sou "sansei" e ele justifica a sua abordagem porque queria me alertar sobre o terremoto ao norte de Honshu. Conversamos um pouco porque ele só falava japonês e o meu é muito limitado.
Desci até o salão para me despedir do Jesus e Palma. Tiramos uma foto e parto com o Wolfgang. Wolfgang sugere seguirmos pela rodovia, pois com a chuva, o caminho tradicional fica intransitável.
O trecho é muito bom e com pouco movimento por ser uma estrada secundária. O acostamento por onde passam os peregrinos é protegido por uma murada. Passa-se por diversas vilas.
O ritmo do Wolfgang é de quem já foi maratonista, passamos por diversos grupos de peregrinos. Não me sinto em condições de acompanhá-lo e digo para seguir em frente. A meta dele é Hospital da Condesa, 3 km após o Cebreiro.
Paro em Trabadelo para tomar café e descansar.
Em Las Herrerías, início da subida a O Cebreiro, observo uma frase escrita no meio da pista: " this is the door to hell". Sigo um pouco mais e paro para lanchar e descansar. Sento-me em um banco à beira da estrada, pouco antes do início da trilha por dentro do bosque. Desembrulho meu "bocadillo" de queijo e jamón, quando um enorme pastor alemão se aproxima. A expressão dele é de querer comer também. Jogo pedaços do sanduíche para ele, enquanto outros peregrinos evitam passar próximos do meu novo "amigo".
Termino o lanche e entro no bosque. No começo da subida a garoa começa a cair. "Chuva de molhar bobo". Ponho a capa e sigo. Estou só e a subida é cheia de pedras e íngreme. É cansativa, pela intensidade, diferentemente dos Pirineus. Paro em La Faba para recuperar o fôlego e me reanimar tomo coca cola acompanhado de um café expresso.
Logo depois se entra na Galícia, onde se localiza Santiago de Compostela.
A névoa encobre o Cebreiro, na minha chegada, ouço música celta vindo de uma loja, o que dá um clima mágico ao local.
Sigo ao albergue e lá encontro o Wolfgang. Ele resolvera ficar por causa do mau tempo e de dores nas pernas. Me apresenta o Stefan, arquiteto da África do Sul.
O albergue é novo, mas com as instalações inacabadas. A cozinha sem utensílios, o banho insuficiente. Tomo banho em um container.
Saímos os três para tomar um chocolate, comprar algo para o dia seguinte e procurar um local para a janta.
Escolhemos um porque estava lotado. A comida era muito boa, mas o serviço... Esse realmente tem muito para melhorar.
Vejo que a Jinan também chegou. Wolfgang crê que ela seja a esposa do Woo Hyeon (o rapaz que estava em busca de sua esposa) e lhe indaga. Não é.
Desci até o salão para me despedir do Jesus e Palma. Tiramos uma foto e parto com o Wolfgang. Wolfgang sugere seguirmos pela rodovia, pois com a chuva, o caminho tradicional fica intransitável.
O trecho é muito bom e com pouco movimento por ser uma estrada secundária. O acostamento por onde passam os peregrinos é protegido por uma murada. Passa-se por diversas vilas.
O ritmo do Wolfgang é de quem já foi maratonista, passamos por diversos grupos de peregrinos. Não me sinto em condições de acompanhá-lo e digo para seguir em frente. A meta dele é Hospital da Condesa, 3 km após o Cebreiro.
Paro em Trabadelo para tomar café e descansar.
Em Las Herrerías, início da subida a O Cebreiro, observo uma frase escrita no meio da pista: " this is the door to hell". Sigo um pouco mais e paro para lanchar e descansar. Sento-me em um banco à beira da estrada, pouco antes do início da trilha por dentro do bosque. Desembrulho meu "bocadillo" de queijo e jamón, quando um enorme pastor alemão se aproxima. A expressão dele é de querer comer também. Jogo pedaços do sanduíche para ele, enquanto outros peregrinos evitam passar próximos do meu novo "amigo".
Termino o lanche e entro no bosque. No começo da subida a garoa começa a cair. "Chuva de molhar bobo". Ponho a capa e sigo. Estou só e a subida é cheia de pedras e íngreme. É cansativa, pela intensidade, diferentemente dos Pirineus. Paro em La Faba para recuperar o fôlego e me reanimar tomo coca cola acompanhado de um café expresso.
Logo depois se entra na Galícia, onde se localiza Santiago de Compostela.
A névoa encobre o Cebreiro, na minha chegada, ouço música celta vindo de uma loja, o que dá um clima mágico ao local.
Sigo ao albergue e lá encontro o Wolfgang. Ele resolvera ficar por causa do mau tempo e de dores nas pernas. Me apresenta o Stefan, arquiteto da África do Sul.
O albergue é novo, mas com as instalações inacabadas. A cozinha sem utensílios, o banho insuficiente. Tomo banho em um container.
Saímos os três para tomar um chocolate, comprar algo para o dia seguinte e procurar um local para a janta.
Escolhemos um porque estava lotado. A comida era muito boa, mas o serviço... Esse realmente tem muito para melhorar.
Vejo que a Jinan também chegou. Wolfgang crê que ela seja a esposa do Woo Hyeon (o rapaz que estava em busca de sua esposa) e lhe indaga. Não é.
14 de junho Villafranca del Bierzo - Um peregrino à procura de sua esposa.
São 6h45m quando deixo Ponferrada. O caminho é tranqüilo. Levo na mochila frutas e sobras da tortilla. Decido que vou me alimentar bem e cuidar dos meus pés.
Esse trecho lembra a região de La Rioja com muitas plantações de uvas . É a região do Bierzo, cujos vinhos recebem a denominação de sua origem.
Chego às 12h30m e encontro um casal de hospitaleiros brasileiros Palma e Rosane. Parecem estressados.O clima entre eles e o Jesus Jato não parece ser dos melhores. Jesus esta ajudando um operário na montagem de uma casinha na entrada do albergue. As coisas só começam a funcionar quando sua filha chega e começa a receber os peregrinos.
Um dos quartos posssui vidros no teto para observar as estrelas. Vejo que os jovens preferem a parte de cima do beliche. É bom porque sobram as camas de baixo. Saio para conhecer a cidade e cruzo com a Jina Lee que está no albergue municipal.
Na volta vejo um grupo aglomerando-se à entrada do albergue. Era um grupo de turistas japoneses, cujo guia conversava com o Jesus enquanto alguns peregrinos carimbavam suas credenciais. Eram os turistas peregrinos como o grupo de alemães com quem cruzara em Hospital de Órbigo.
Começo a duvidar se as personalidades do Caminho são mitos ou são apenas personagens passageiros que serão apagados pelo tempo e a história do Caminho.
Reencontro com a Antoniela e o Malagueña. Vejo uma cara nova com a camiseta da seleção brasileira. É o Wolfgang, alemão casado com uma brasileira de Natal.
Jantamos juntos com a Mari, japonesa que faz trabalha com cerâmica que irá a Panamá pela JICA para ensinar. Wolfgang conta que caminhara com um coreano chamado Woo Hyeon. Ele teria tido uma crise conjugal e a esposa o deixara para fazer o Caminho de Santiago. Após alguns dias ele decide então ir à sua busca. Passaram por albergues à procura de seu registro e localizaram o nome, mas até então não a tinham encontrado. Desde então Wolfgang tem procurado ajudá-lo na busca.
Antes de dormir, acompanhamos o Jesus fazendo Reiki.
Esse trecho lembra a região de La Rioja com muitas plantações de uvas . É a região do Bierzo, cujos vinhos recebem a denominação de sua origem.
Chego às 12h30m e encontro um casal de hospitaleiros brasileiros Palma e Rosane. Parecem estressados.O clima entre eles e o Jesus Jato não parece ser dos melhores. Jesus esta ajudando um operário na montagem de uma casinha na entrada do albergue. As coisas só começam a funcionar quando sua filha chega e começa a receber os peregrinos.
Um dos quartos posssui vidros no teto para observar as estrelas. Vejo que os jovens preferem a parte de cima do beliche. É bom porque sobram as camas de baixo. Saio para conhecer a cidade e cruzo com a Jina Lee que está no albergue municipal.
Na volta vejo um grupo aglomerando-se à entrada do albergue. Era um grupo de turistas japoneses, cujo guia conversava com o Jesus enquanto alguns peregrinos carimbavam suas credenciais. Eram os turistas peregrinos como o grupo de alemães com quem cruzara em Hospital de Órbigo.
Começo a duvidar se as personalidades do Caminho são mitos ou são apenas personagens passageiros que serão apagados pelo tempo e a história do Caminho.
Reencontro com a Antoniela e o Malagueña. Vejo uma cara nova com a camiseta da seleção brasileira. É o Wolfgang, alemão casado com uma brasileira de Natal.
Jantamos juntos com a Mari, japonesa que faz trabalha com cerâmica que irá a Panamá pela JICA para ensinar. Wolfgang conta que caminhara com um coreano chamado Woo Hyeon. Ele teria tido uma crise conjugal e a esposa o deixara para fazer o Caminho de Santiago. Após alguns dias ele decide então ir à sua busca. Passaram por albergues à procura de seu registro e localizaram o nome, mas até então não a tinham encontrado. Desde então Wolfgang tem procurado ajudá-lo na busca.
Antes de dormir, acompanhamos o Jesus fazendo Reiki.
13 de junho Ponferrada - Bolhas! Que burrice a minha!
Tomo café da manhã (café, leite, torradas tiradas na hora do forno e geléia ) com a Bárbara e Irene. Saímos todos juntos. Elas dizem que vão até El Acebo, 15 km antes de Ponferrada, minha próxima parada.
O ritmo das duas está bem abaixo do meu. Quando a subida começa a ficar íngreme, digo-lhes que as esperarei em Foncebadon. À entrada dessa vila cruzo com cães enormes, deitados à sombra e imagino dos cães (ou demônios ) citados por Paulo Coelho. Peço café no albergue local e espero pelas duas.
Passados alguns minutos, chega a Bárbara. Conversamos rapidamente e lhe digo que seguirei, nos despedimos e deixo um abraço para a Irene.
A caminho da Cruz de Ferro pego uma pedra, pois quero deixar registrado o nome da Yo (minha esposa) e o meu, além de deixar a que trago do Brasil.
Esse é um dos locais mais mítico e emblemático do Caminho. Crê-se que a cruz primitiva foi levantada sobre um altar romano dedicado ao deus Mercúrio, deus dos caminhos, pelo ermitão Gaucelmo, que dedicou sua vida a dar proteção e amparo aos peregrinos nessa região inóspita.
Cruz de ferro
Em Manjarín encontro com um dos mitos do caminho o Tomáz de Manjarin, que se autodenomina "O Último dos Templários". Digo que sou do Brasil e que trago abraços dos muitos amigos que ele tem por aqui. É um local com infra-estrutura precária. Deixo Manjarin com dúvidas se isso é um mito ou folclore.
O caminho que segue em ascendente ate 1540 m, depois começa descer. Beira uma ribanceira que acompanha uma estrada sinuosa.
Passo por El Acebo, onde as duas devem ficar e chego Riego de Ambrós, já meio cambaleante. Os meus dedos começam a reclamar. Os cadarços estavam soltos por causa da tendinite e, durante a descida, os dedos socavam a biqueira por dentro. A descida piora muita pedra e muito íngreme. Parece não ter fim. Após 1h30m chego a Molinaseca.
Deu uma vontade muito grande de ficar ao ver um restaurante à beira do rio e vários peregrinos lá descansando. Sigo pela rua principal e, a uma quadra do fim da cidade, paro em um hotel peço café com leite e "aseo". A mulher que indica os "servicios". Pego o café e vou para as mesas externas. Procuro relaxar e apreciar o café quando surge o Luque. Ele me cumprimente e entra no bar do hotel onde conversa com a mulher e pede alguma coisa. Acabo com o café rapidamente e caio fora antes que ele saia. ´"Pé na estrada".
O caminho após Molinaseca não apresenta muitas dificuldades mas a queda de ritmo, decorrente da dor, provoca um stress. A cidade surge no horizonte, mas o caminho parece dar voltas.
Chego no albergue às 14h30m já no meu limite físico e mental.
Sou recebido por uma hospitaleira que gentilmente oferece aos peregrinos uma limonada refrescante.
O registro é feito por um hospitaleiro que me informa que não cobram diária e me indica um cofre para doações. Digo que estou sem trocado e ele me olha desconfiado.
Outro hospitaleiro me conduz ao quarto e indica onde devo me acomodar. Vejo e Jina que também acabara de chegar.
Saio do albergue em busca de supermercado e conhecer um pouco da cidade. Visito fortaleza dos templários e depois compro a minha janta, café da manhã e lanche da caminhada.
Durante o jantar observo um peregrino que começa a procurar pelo responsável por uma panela que estava ficando sem água. Ele pergunta em inglês e de repente fala em português. É o Malagueña de Jundiaí. Ele apresenta a Antoniela, santista que vive na Suíça, um rapaz espanhol e um francês.
Após o jantar resolvo dar uma olhada nos meus dedos dos pés e descubro bolhas enormes embaixo da unha. Fui um burro! Devia ter parado na descida e ajustado as botas.
O ritmo das duas está bem abaixo do meu. Quando a subida começa a ficar íngreme, digo-lhes que as esperarei em Foncebadon. À entrada dessa vila cruzo com cães enormes, deitados à sombra e imagino dos cães (ou demônios ) citados por Paulo Coelho. Peço café no albergue local e espero pelas duas.
Passados alguns minutos, chega a Bárbara. Conversamos rapidamente e lhe digo que seguirei, nos despedimos e deixo um abraço para a Irene.
A caminho da Cruz de Ferro pego uma pedra, pois quero deixar registrado o nome da Yo (minha esposa) e o meu, além de deixar a que trago do Brasil.
Esse é um dos locais mais mítico e emblemático do Caminho. Crê-se que a cruz primitiva foi levantada sobre um altar romano dedicado ao deus Mercúrio, deus dos caminhos, pelo ermitão Gaucelmo, que dedicou sua vida a dar proteção e amparo aos peregrinos nessa região inóspita.
Cruz de ferro
Em Manjarín encontro com um dos mitos do caminho o Tomáz de Manjarin, que se autodenomina "O Último dos Templários". Digo que sou do Brasil e que trago abraços dos muitos amigos que ele tem por aqui. É um local com infra-estrutura precária. Deixo Manjarin com dúvidas se isso é um mito ou folclore.
O caminho que segue em ascendente ate 1540 m, depois começa descer. Beira uma ribanceira que acompanha uma estrada sinuosa.
Passo por El Acebo, onde as duas devem ficar e chego Riego de Ambrós, já meio cambaleante. Os meus dedos começam a reclamar. Os cadarços estavam soltos por causa da tendinite e, durante a descida, os dedos socavam a biqueira por dentro. A descida piora muita pedra e muito íngreme. Parece não ter fim. Após 1h30m chego a Molinaseca.
Deu uma vontade muito grande de ficar ao ver um restaurante à beira do rio e vários peregrinos lá descansando. Sigo pela rua principal e, a uma quadra do fim da cidade, paro em um hotel peço café com leite e "aseo". A mulher que indica os "servicios". Pego o café e vou para as mesas externas. Procuro relaxar e apreciar o café quando surge o Luque. Ele me cumprimente e entra no bar do hotel onde conversa com a mulher e pede alguma coisa. Acabo com o café rapidamente e caio fora antes que ele saia. ´"Pé na estrada".
O caminho após Molinaseca não apresenta muitas dificuldades mas a queda de ritmo, decorrente da dor, provoca um stress. A cidade surge no horizonte, mas o caminho parece dar voltas.
Chego no albergue às 14h30m já no meu limite físico e mental.
Sou recebido por uma hospitaleira que gentilmente oferece aos peregrinos uma limonada refrescante.
O registro é feito por um hospitaleiro que me informa que não cobram diária e me indica um cofre para doações. Digo que estou sem trocado e ele me olha desconfiado.
Outro hospitaleiro me conduz ao quarto e indica onde devo me acomodar. Vejo e Jina que também acabara de chegar.
Saio do albergue em busca de supermercado e conhecer um pouco da cidade. Visito fortaleza dos templários e depois compro a minha janta, café da manhã e lanche da caminhada.
Durante o jantar observo um peregrino que começa a procurar pelo responsável por uma panela que estava ficando sem água. Ele pergunta em inglês e de repente fala em português. É o Malagueña de Jundiaí. Ele apresenta a Antoniela, santista que vive na Suíça, um rapaz espanhol e um francês.
Após o jantar resolvo dar uma olhada nos meus dedos dos pés e descubro bolhas enormes embaixo da unha. Fui um burro! Devia ter parado na descida e ajustado as botas.
12 de junho Rabanal del Camino - Tomar chá da tarde e assistir a uma missa com cantos gregrorianos
Saio as 7h20m com a Bárbara e a acompanho até Santa Catalina de Somoza. Sentamo-nos em um café e ela diz estar se sentindo bem, apesar das dores. Seguimos em frente, mas começo a distanciar em função do meu ritmo.
Chego a uma vila chamada El Ganso. Vejo que há um bar chamado "Cowboy", um pouco estranho, de modo que sigo em frente. Passados uns 30 minutos paro em uma área de descanso para peregrinos, muito comum no Caminho. Como uma maçã. Aguardo mais um pouco pela Bárbara, como ela não chega, sigo em frente.
Próximo à entrada de Rabanal del Camino encontra-se o "Roble Del Peregrino" o "Carvalho do Peregrino" a uns 50m do Caminho. É uma árvore centenária que certamente ofereceu sua sombra a milhares de peregrinos que por lá passaram.
Sento em um dos bancos. Do lado oposto uma mulher também faz o mesmo. Ela se aproxima e me pede, em inglês, para tirar sua foto. Peço para que faça o mesmo para mim. Pergunto de onde ela é e me responde: Brasil! É Irene, paulista que vive em Niterói. Digo a ela que há mais uma brasileira a caminho e logo depois chega a Bárbara, com quem seguimos para Rabanal del Camino.
Em Rabanal Del Camino, por pouco não passamos direto pela cidade. Procuramos por um albergue e encontramos o Gaucelmo, mantido pela "English Confraternity of Saint James". Já ouvira falar desse local e resolvemos ficar. São 13h40m e o albergue abre às 14h. Colocamos nossas mochilas junto à entrada e sentamos na escadaria de uma igreja junto ao albergue. Bárbara compartilha conosco seu sanduíche de queijo.
Às 14h, pontualmente, abrem o portão. São três hospitaleiros (Priscila, Michael e Grahan). O ambiente transmite um clima muito positivo. Um hospitaleiro dá as boas vindas, fala das instalações e das regras (não cobra diária, oferece um chá às 16h e café da manhã, tem um jardim nos fundos, etc.), outro registra e o terceiro faz questão de levar a mochila do peregrino para o quarto. O albergue oferece gratuitamente uma centrífuga que deixa a roupa quase seca.
O tempo contribuiu para que o chá da tarde que fosse servido do lado externo. Sento-me ao lado de Jina Lee, coreana, arquiteta e "wedding planner'. Um dos peregrinos pede licença para mostrar o albergue a um amigo que se hospedara em outro albergue. O hospitaleiro convida-o para juntar-se a grupo.
Chá da tarde no estilo brtitânico
Saímos pela vila, após o chá, em busca de alguma "tienda" para comprar frutas e pão para o lanche do dia seguinte e pesquisar as ofertas de menu peregrino na cidade. Logo após fico em um bar para assistir a mais uma partida da Eurocopa, desta vez Croácia 2 x 1 Alemanha.
As 19h vou à igreja para assistir à uma missa celebrada com cantos gregorianos, celebrado por monges de um monastério vizinho ao albergue.
Saímos após a missa para jantar no Hotel La Posada Gaspar. Lá encontramos os nossos hospitaleiros, o que nos indicou ter sido uma boa escolha. Não demos conta da comida e nem do vinho.
Chego a uma vila chamada El Ganso. Vejo que há um bar chamado "Cowboy", um pouco estranho, de modo que sigo em frente. Passados uns 30 minutos paro em uma área de descanso para peregrinos, muito comum no Caminho. Como uma maçã. Aguardo mais um pouco pela Bárbara, como ela não chega, sigo em frente.
Próximo à entrada de Rabanal del Camino encontra-se o "Roble Del Peregrino" o "Carvalho do Peregrino" a uns 50m do Caminho. É uma árvore centenária que certamente ofereceu sua sombra a milhares de peregrinos que por lá passaram.
Sento em um dos bancos. Do lado oposto uma mulher também faz o mesmo. Ela se aproxima e me pede, em inglês, para tirar sua foto. Peço para que faça o mesmo para mim. Pergunto de onde ela é e me responde: Brasil! É Irene, paulista que vive em Niterói. Digo a ela que há mais uma brasileira a caminho e logo depois chega a Bárbara, com quem seguimos para Rabanal del Camino.
Em Rabanal Del Camino, por pouco não passamos direto pela cidade. Procuramos por um albergue e encontramos o Gaucelmo, mantido pela "English Confraternity of Saint James". Já ouvira falar desse local e resolvemos ficar. São 13h40m e o albergue abre às 14h. Colocamos nossas mochilas junto à entrada e sentamos na escadaria de uma igreja junto ao albergue. Bárbara compartilha conosco seu sanduíche de queijo.
Às 14h, pontualmente, abrem o portão. São três hospitaleiros (Priscila, Michael e Grahan). O ambiente transmite um clima muito positivo. Um hospitaleiro dá as boas vindas, fala das instalações e das regras (não cobra diária, oferece um chá às 16h e café da manhã, tem um jardim nos fundos, etc.), outro registra e o terceiro faz questão de levar a mochila do peregrino para o quarto. O albergue oferece gratuitamente uma centrífuga que deixa a roupa quase seca.
O tempo contribuiu para que o chá da tarde que fosse servido do lado externo. Sento-me ao lado de Jina Lee, coreana, arquiteta e "wedding planner'. Um dos peregrinos pede licença para mostrar o albergue a um amigo que se hospedara em outro albergue. O hospitaleiro convida-o para juntar-se a grupo.
Chá da tarde no estilo brtitânico
Saímos pela vila, após o chá, em busca de alguma "tienda" para comprar frutas e pão para o lanche do dia seguinte e pesquisar as ofertas de menu peregrino na cidade. Logo após fico em um bar para assistir a mais uma partida da Eurocopa, desta vez Croácia 2 x 1 Alemanha.
As 19h vou à igreja para assistir à uma missa celebrada com cantos gregorianos, celebrado por monges de um monastério vizinho ao albergue.
Saímos após a missa para jantar no Hotel La Posada Gaspar. Lá encontramos os nossos hospitaleiros, o que nos indicou ter sido uma boa escolha. Não demos conta da comida e nem do vinho.
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