domingo, 14 de setembro de 2008

17 de junho Sarriá - Um novo grupo se forma

Acordo as 6h30m. Resolvo inverter a rotina e tomar café antes de arrumar a mochila.

Escovo os dentes e vou para a sala. Encontro com a Jina Lee que me oferece chá. Agradeço e digo que de manhã prefiro café puro para acordar.

Procuro pelo saco, com o meu sanduíche e frutas, que tinha deixado na mesa, na noite anterior e não acho. Jina diz que a Luzita poderia tê-lo pegado. Acho difícil. Nos albergues ninguém pega nada dos outros.

Lembro que tenho o sanduíche e as frutas que seriam meu almoço e os transformo no meu café da manhã. Mais tarde uma peregrina traz um saco. Vejo que ele contém uma caixa de suco igual ao que comprara no dia anterior, mas pode ser coincidência.

Tomo o meu novo café e subo para preparar minha mochila. À saída observo que a peregrina partira e deixara o saco na mesa. Abro-o e confirmo que era o meu. Recordo-me que no dia anterior ela tomava o vinho com outros peregrinos. Deve ter levado o meu saco por engano. Pego as frutas e deixo o suco e os bolinhos em cima de um balcão e saio.

O caminho é bom o tempo ajuda. Encontro com grupo de jovens com os quais tenho cruzado já há uns quatro dias. Tiramos fotos em uma fonte do Caminho.

Fonte com o símbolo do peregrino

Um grupo de espanhóis pede para tirar foto com algumas montanhas ao fundo, um deles me diz que atrás delas está a Espanha. Espanha? Não estamos nela? Pelo jeito não. Estamos na Galícia !



Chego às 12h30m em Sarriá e opto pelo albergue privado sugerido pela Luzita: Los Blasones. Sou o primeiro e mais uma vez escolho a cama que quero. O chuveiro é muito bom. Possui um quintal amplo com cadeiras para tomar sol e uma boa lavanderia. Tomo banho, lavo as roupas e saio para almoçar. Entro em um bar e peço uma cerveja e um "Pulpo a Gallega". Saio para sentar-me a uma mesa e aviso o dono. Lá fora, enquanto aprecio os prédios e o ir e vir dos peregrinos, uma mulher e uma jovem sentam-se à mesa ao lado. Começam a conversar em português. São a Paloma e sua mãe Margarete, que está com muitas bolhas que a impedem de caminhar. Ela segue de ônibus ou taxi, enquanto a Paloma faz o Caminho.

Elas pedem o menu peregrino ao dono e lhe recordo do meu pedido. A esposa do dono traz o primeiro prato das duas e no segundo pergunto à mulher o que estava ocorrendo com o polvo que pedira. Ela responde "acho que ele foi pescar!" e faz um sinal de que logo virá. Ela traz o polvo e depois de satisfeito retorno ao albergue.

Vou ao quintal para tomar sol e "secar" as minhas bolhas.

Surgem duas pessoas conversando em português. Chego a um deles e digo: "eu não sou coreano. Sou brasileiro. Muito prazer". É o Carlos de Mirandópolis o outro é o Amélio de Criciúma. Carlos diz que há mais dois brasileiros no albergue.

Saímos juntos para fazer as compras em um supermercado. Trazemos pães, chorizos, tomate, azeitonas e vinho, certamente.

Retornamos ao albergue e encontramos os dois Luizes, o Antonio e Alberto de Florianópolis. Eles saem para complementar a nossa janta com mais vinho e salames. Logo depois chega um jovem brasileiro chamado Caué, que passa uma temporada na França, trabalhando como voluntário em fazendas orgânicas.


O novo grupo: Luis Alberto, Amélio, Eu, Caué, Carlos e Luis Antonio

Após a janta assistimos à partida da Itália 2 x 0 França. A vantagem de uma albergue privado: sem hora para apagar as luzes e dormir. Infelizmento o jogo não foi muito interessante.

Assistindo ao jogo Itália x França

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