Caminhar pelas famosas mesetas, consideradas uma etapa de silêncio exterior que possibilita um silêncio interior.
Apesar de considerada por muitos peregrinos como desoladoras e angustiantes, é uma etapa das mais fáceis. O bom tempo também contribui
Apesar da aparente monotonia da paisagem, sempre surge uma surpresa: as cidades que "brotam do nada" nas súbitas baixadas; montes de pedras que sinalizam o caminho; terreiros para rituais pagãs e até mesmo uma barraca de peregrinos que passam a noite para observar os "Campus Stellae - Campo de Estrelas" origem do nome Compostela.
Chego a Castrojeriz com a Deisi.
A cidade chama a atenção pela grandiosidade das ruínas do Castillo de Castrojeriz, no topo de um morro, destruído pelo terremoto de Lisboa de 1755.
Visitamos a Colegiata de Santa María del Manzano, localizada à entrada da cidade, depois sentamos em um bar do hostal em frente da Colegiata, aguardando pela chegada do Paulo e as meninas.
Chego a Castrojeriz com a Deisi.
A cidade chama a atenção pela grandiosidade das ruínas do Castillo de Castrojeriz, no topo de um morro, destruído pelo terremoto de Lisboa de 1755.
Visitamos a Colegiata de Santa María del Manzano, localizada à entrada da cidade, depois sentamos em um bar do hostal em frente da Colegiata, aguardando pela chegada do Paulo e as meninas.
Passados vinte minutos chegam e entramos todos juntos na cidade. Chegamos ao primeiro albergue, que é privado onde estão Pepe e Ana, casal espanhol. Eles nos informam que o albergue está lotado. Quem vemos no albergue? O Luque e a Jéssica. Seguimos em frente e chegamos ao albergue municipal, ainda com vagas e nos acomodamos.
Após o ritual diário de tomar banho e lavar as roupas, o ritual seguinte que é o que comer. O albergue não tem cozinha, só refeitório.
Vamos a um bar que tem uma bandeira brasileira, onde perguntamos sobre o menu peregrino. Caro e poucas opções de pratos. Decidimos que a nossa janta será comunitária. Encontramos com o Luque que observa Paulo mancando. Pede para sentar-se e começa a fazer um ritual de passagem de energia para curar. Não funciona, mas Paulo fala que sentiu uma melhora, apenas para desvencilhar-se dele.
Seguimos até à saída da cidade para tomarmos uma cerveja e comer uns "tapas". Ao final, Paulo insiste em pagar a conta. As meninas não entendem. Paulo quer agradecê-las pelo fato de comermos pratos comunitários lhes proporcionam uma economia real. Concordo com ele, pois o mesmo ocorria comigo. Traduzo para as meninas. Elas dizem que não se sentem à vontade, mas o Paulo se faz de desentendido. Com um sonoro "No compreendo". Frase que a Ji Young usava quando ela "não queria entender" o que lhe era dito.
A procura de uma venda é outra tarefa que nos toma tempo. A primeira tienda é do tipo "loja de conveniência". Os produtos estão caros reclama as meninas. Uma moradora da cidade nos recomenda um supermercado e lá vamos. Encontramos de tudo, frutas, pão, frios e vinho. Saímos de lá com a janta e o café do dia seguinte.
Já era hora de enviar alguns postais e comprei na loja com os selos, porque a agência de correios tinha um horário meio estranho, das 9h00m às 9h45m. Na hora da janta tudo contadinho. A Ji Young avisa a todos, quantas fatias de "chorizo" caberiam a cada um. Três!
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