quinta-feira, 11 de setembro de 2008

23 de maio Cizus Menor - As estórias e histórias de Maribel Roncal

A partida sob uma chuva fina. René apressado não quer não caminhar sobre barro pisado e eu o acompanho comendo pão com queijo.

Chegamos a Pamplona. O trecho foi tranqüilo sem muitos altos e baixos.

Procuramos por uma agência de correios para que René possa despachar 1,5 kg para Santiago. Perguntamos a uma senhora, que gentilmente nos acompanha até bem próximo da agência. Saímos do correio e vemos a Naoko caminhando. René grita "Taca!" E a Naoko nos olha e acena. Alcançamo-la quando tirava fotos da Escola de Peritos Agrícolas. René e eu paramos em um bar para tomar café com pão frito ou leite com leite condensado açúcar e chocolate granulado.

Encontramos com Carlos e Ji Young e Jieun e seguimos pelo bairro.

Procuramos por lojas para eu comprar o chip e Carlos uma polaina. Encontro uma loja da Vodafone onde compro um chip, a 24 euros, chegamos à parte murada da cidade e sirvo de guia (quem diria), por conta do mapa que recebera de Juan, o motorista de taxi me levara de Pamplona a Saint Jean Pied Du Port. É bom sair da rota e aproveitar melhor o tempo. Chegamos à parte central.
Pedindo informações na entrada da parte murada de Pamplona

Carlos decide ficar para ir à estação de trem e ver horários. Vamos ao mercado para compras e seguir em direção a Cizur Menor.

Catedral de Pamplona

Despedimo-nos de Carlos, pois ele prefere ficar para comprar passagens de trem para encontrar a sua esposa e seguir o Caminho com ela.

Na saída de Pamplona passa-se por parques muito bem cuidados e pela universidade de Navarra que também oferece carimbos na credencial. Uma peregrina passa por nós e nos diz que somente precisamos de um carimbo por dia, como se estivéssemos em uma gincana.

O jantar é comunitário e para tal saio com René à busca de um supermercado. Indicam-nos um que mais se parece com uma loja de conveniências moderna, mas com poucas opções de produtos e preços abusivos. Saímos frustrados, mas logo descobrimos uma pequena "tienda" com preços razoáveis. Indicamos para as meninas, que se responsabilizam pelo seu preparo.

Não compram vinho, apesar da nossa recomendação. Decidimos, eu o René, que sairemos depois para um bar (sem as meninas).

Durante o preparo do jantar, ora falta sal, ora óleo e lá vai o René em busca. Falo para a Ji Young que elas devem planejar melhor quando forem preparar a comida.

Jantar em Cizus Menor


Após o jantar, conversamos com a Maribel que confirma o fechamento dos portões às 22h, o que frustra a nossa ida ao bar. Resolvemos ficar e conversar com a Maribel que comprova o seu temperamento forte e decidido.

Fala-nos que temos como hóspedes um casal de nobres franceses (marqueses) que fazem o caminho com um burrico. Ao chegarem, eles teriam recomendando para que o animal ficasse nos jardins do albergue, que são muito bem cuidados e é um diferencial do local. Isso lhes foi negado e eles teriam articulado junto a autoridades que telefonaram para que a Maribel atendesse às necessidades desses nobres. Ela respondeu que recebe os peregrinos, mas que o animal deveria ser acomodado em outro lugar.

Aparentemente a questão foi resolvida pela prefeitura local. Complementa-nos dizendo que esse temperamento desde pequena, o que teria criado diversas situações desconfortáveis ao seu pai.

René tem muitas perguntas sobre a igreja de Eunate, no que acompanho por um tempo, mas como desconheço o simbolismo que ela carrega nas imagens e na arquitetura, peço licença e me retiro.

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