O ritmo deles é muito forte e eu com as bolhas. Deixo-os seguir em frente, arrependido de não ter saído sozinho antes. Cada um tem que fazer o seu caminho. Começo a me concentrar mais na natureza e detalhes do caminho. O meu ritmo está muito lento.
Paloma passa por mim. Desejo-lhe Buen Camino. Logo depois chegam os dois Luizes.
Luiz Alberto é incisivo e manda-me tirar as botas e colocar as papetes. Digo-lhe que o farei no próximo bar e ele replica: "Na próxima pedra!" e segue em frente.
Só então percebo que estou muito lento. Sento na primeira pedra, tiro as botas (que alívio) e ponho as papetes. Penduro as botas na mochila e saio. Os meus passos voltam ao normal. Não sinto as dores. Reencontro com os dois em um bar e partimos juntos.
Esse trecho parece ser mágico os bosques com árvores antigas me remeteram às cenas do filme Labirinto do Fauno e do Harry Porter.
Na entrada da cidade a Margarete, mãe da Paloma, aguarda por ela. Já providenciara a hospedagem para ambas. Luiz Alberto brinca dizendo que as bolhas no Caminho são proporcionais aos nossos pecados.
Luiz Antonio passa a ser o nosso guia. Chegamos ao Albergue Municipal.
Após os procedimentos rotineiros saímos para o almoço: polvo, enguia, lula e cerveja porque está muito quente.
Mais tarde chega um casal que Caminha com sua filha pequena e dois burricos. Observo o cuidado que eles têm com os animais. Já tinha cruzado com eles antes de Villafranca Del Bierzo.
A cidade não oferece muitos atrativos. Jantamos no mesmo restaurante, o Rodrigues.
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