O René simplesmente "evaporou".
Combino com as minhas "filhas postiças" que sairemos juntos. Acordo às 5h. Tomo café em uma mesa muito disputada e saímos as 6h50m. O tempo nublado, sem chuvas, está muito bom. Chegamos a Irache as 7h40m, onde a Bodega Irache possui uma fonte de vinho para os peregrinos. Infelizmente ela não estava aberta. Na verdade é uma bela estratégia de marketing da bodega.
O caminho está com pouca lama, chegamos cedo a Los Arcos. Sentamos na entrada da vila onde há uma área de descanso para peregrinos. Almoçamos um ovo e dois muffins cada. Ofereço frutas secas e Ji Young pergunta se era feito em casa, pois elas desconheciam esse tipo de produto na Coréia.
Deixo para que elas tomassem a decisão quanto onde pousar e a proposta é seguir ate Torres del Rio
Apoio porque o dia está bom e é muito cedo. Saímos da cidade. Eu e a Jieun um pouco a frente quando Ji Young começa a gritar. Olhamos para trás sem entender por que. De repente ela deixa a mochila e sai correndo de volta pela estrada. Penso ser algo grave. Retornamos para, pelo menos, tomar conta da mochila dela. Ji Young retorna. Ela derrubara seu lencinho.
Passado susto retomamos o caminho.
Subimos por uma ladeira na entrada de Torres del Rio e vimos ao lado um grupo de peregrinos sentados fora do bar. Penso "que folga nem levaram as mochilas e já estão tomando cerveja". Seguimos até o albergue Casa Mari e lá entendemos porque os peregrinos estavam no bar: o albergue está lotado. A hospitaleira aconselha para irmos ao bar onde poderemos arrumar um abrigo
Ligo para Sansol e sou informado que o albergue havia fechado. Retornamos ao bar. O grupo aguardava por acomodações que a dona do bar estava providenciando. Pergunto a ela se pode acomodar mais três. Um peregrino espanhol complementou que somos uma família. Não nego. A mulher diz que vai verificar. Sinto uma pressão dos que já garantiram uma cama em face de uma eventual possibilidade de colocarem todos em colchões para acomodar mais quatro, pois chegou uma peregrina polonesa que vive na Alemanha há 14 anos. Falo para as meninas não se preocuparem, pois a contingência é chamarmos um táxi e irmos para a cidade seguinte. Lembro da musica "don´t worry, be happy" e toco. Elas conhecem.
Acomodam o pessoal e confirmam nossas vagas. É uma casa "adaptada" para receber 18 peregrinos. Um banheiro e uma cozinha imunda! Uma novidade para mim. O banheiro tem duas portas! Uma que ele dá para a escadaria e outra para o quarto principal. Como administrar filas em duas portas? Sugiro o uso da porta do corredor.
Vamos à tienda comprar a nossa janta (pan, jamon y queso). Compro um vinho de Navarra. O jantar de verdade ficou para a próxima parada. Na hora da janta montamos uma mesa na entrada da casa, que era também o "quarto" das meninas. As cadeiras são da tienda. Abrimos o vinho e começamos a comer com os sanduíches. O pessoal que estava nas mesas de fora entra por causa da chuva. Jean Paul se junta a nós com a sua comida. Pão, queijo e vinho. Ofereço do nosso e brindamos. Jan passa e nos cumprimenta. Convidamos-lo para tomar vinho. Ele traz uma taça de licor lá da cozinha. Jean Paul brinca dizendo que era para "tomar com os olhos" então o Jan tira sua caneca do bolso. Brindamos diversas vezes no idioma de cada um. Mais tarde chega o Gunther.
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
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