O dia está estupendo e muitos iniciam a caminhada nesse horário.
A vista, na subida é o principal aspecto que deve ser apreciado. A cada trecho pode se observar uma nova perspectiva das cidades, povoados, animais,..
Ao chegar em Orrison onde existe um albergue privado, vários peregrinos descansam sobre um deck que dá a visão de tudo que ficou a 600m abaixo.
A paisagem começa a mudar as pastagens com ovelhas, vacas e cavalos que com seus sinos nos pescoços soam como um concerto para os peregrinos, as flores amarelas, brancas e roxas que pintam os campos lembram os quadros impressionistas.
Ao chegar na imagem da Virgem de Orrisson, decido seguir, pois parecia mais uma atração turística com diversas pessoas e veículos.
Logo apó, mais uma transformação, inicia-se o trecho de bosques. Uma fonte de água traz um alento, alguns peregrinos esquentam a comida, outros comem frutas. Resolvo comer a minhas frutas secas e como são gostosas!
No bosque, mais uma surpresa. Os resquícios das chuvas dos dias anteriores e um
Próximo de Roncesvalles a trilha serpenteia pelo bosque abaixo. Caminho com cuidado, mas escorrego e caio sentado sobre um misto de folhas e barro. Levanto rapidamente, "limpo meu orgulho" e sigo em frente, como se nada tivesse acontecido. Logo em seguida passa um peregrino e diz "Que tombo!". Começamos a rir e seguimos em frente.
Roncesvalles impressiona pela grandiosidade da Colegiata.
Entro na primeira porta que encontro. É um bar restaurante, onde faço reserva do prato peregrino. Na saída encontro com duas orientais com as quais cruzara no dia anterior. Elas são coreanas, Ji Young e Jieun Park. Tinham ficado em Orrison. Digo que sou brasileiro e falam que ha outro. Pergunto onde é o albergue e elas me orientam a me dirigir ao escritório de peregrinos para obter o carimbo e pagar pela estadia e então escolher uma cama no albergue.
A caminho do escritório um peregrino vem ao meu encontro falando em portunhol. É o René, argentino radicado em Belo Horizonte, que ficara sabendo pelas coreanas que eu era brasileiro.
Extremamente solícito, ele procurou me orientar sobre o local, disse que tinham um venezuelano, um mexicano e outro espanhol e que poderíamos tomar uma cerveja depois que me acomodasse.
Vou ao escritório e entro na fila dos peregrinos. Apresento a minha credencial e pago pelo albergue, para onde me dirijo e escolho uma cama.
Preparo-me para o banho e mais uma fila. São só dois chuveiros. Deixo roupas para lavar na máquina, pois o tempo ficou nublado e com chuviscos. No refeitório existem duas prateleiras com roupas e apetrechos deixados por peregrinos. Se alguém precisar é só pegar: sapatos femininos de salto alto, carregadores de telefones celulares, camisa social, luvas para neve, livros, lanternas grandes, etc.
Saio para sentar e aproveito um pouco do sol que surge para descansar e escrever. Combino com o René de jantarmos juntos, assim como o Carlos, venezuelano, Jieun e Ji Young.
Surge no jantar o primeiro grupo de amigos e grupos que se formarão e dissolverão ao longo do Caminho.
Jantamos e logo após seguimos para a missa dos peregrinos, celebrada em espanhol, alemão, francês e latim
Às 22h apagam-se as luzes e começa a sinfonia dos roncos.
Um comentário:
Well well well......
Postar um comentário